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Tuesday, February 20, 2007

um estranho de longa data

Como diria um estranho de longa data meu, eu não vou deixar que este blog resvale para aquilo que realmente interessa. Excepto, quando é um assunto que, de tão óbvio, merece um tratamento e uma explanação promenorizados.
Chegou à minha atenção, há cerca de 32 anos atrás, que este mundo existe e que mudá-lo é um bocado remar contra a (palavrão) da maré. O que de mais fácil e directo poderia haver, viver, é complicadíssimo ao ponto de alguns desistirem. Não são cobardes, ao contrário do que muitos possam dizer. São corajosos. Mas são detentores de um tipo de coragem que não interessa, porque é uma saída. Fácil ou difícil, não está em discussão, é uma saída. Mas é uma saída extremamente estúpida, daquelas que dá vontade de bater, se isso fosse possível. A vida é feita de entradas, de passagens, de trocas, de surpresas. Nada disto se apresenta na solução estúpida que é a desistência.
Chegou à minha atenção igualmente, o facto de o óbvio ser bem aceite neste mundo, mesmo que seja errado, de o popular ser apoiado até ao fanatismo, mesmo sendo impreciso e que o inteligente, o correcto, é vaiado e ridicularizado em conjunto com os cruzados (sem qualquer conotação religiosa) desgraçados que o defendem. Pensar está, neste mundo, altamente sub-valorizado. Vamos bater, destruir, matar, comer, trincar, (palavrão), trocidar, esventrar, insultar, ofender (não é a mesma coisa), trair, argumentar ao lado, errar propositadamente, ignorar a ignorância, achincalhar quem realmente sabe, pois conhecer e defender o aparentemente indefensável é para o outro.
Falar mal, mas empregando bem os termos é, ou deveria ser, digno de grau académico. Por exemplo, entre o Bacharelato (pré-Bolonha) e a Licenciatura: Grau de dizer asneiras, mas bem empregues numa estrutura frásica.

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