Como diria um estranho de longa data meu, eu não vou deixar que este blog resvale para aquilo que realmente interessa. Excepto, quando é um assunto que, de tão óbvio, merece um tratamento e uma explanação promenorizados.
Chegou à minha atenção, há cerca de 32 anos atrás, que este mundo existe e que mudá-lo é um bocado remar contra a (palavrão) da maré. O que de mais fácil e directo poderia haver, viver, é complicadíssimo ao ponto de alguns desistirem. Não são cobardes, ao contrário do que muitos possam dizer. São corajosos. Mas são detentores de um tipo de coragem que não interessa, porque é uma saída. Fácil ou difícil, não está em discussão, é uma saída. Mas é uma saída extremamente estúpida, daquelas que dá vontade de bater, se isso fosse possível. A vida é feita de entradas, de passagens, de trocas, de surpresas. Nada disto se apresenta na solução estúpida que é a desistência.
Chegou à minha atenção igualmente, o facto de o óbvio ser bem aceite neste mundo, mesmo que seja errado, de o popular ser apoiado até ao fanatismo, mesmo sendo impreciso e que o inteligente, o correcto, é vaiado e ridicularizado em conjunto com os cruzados (sem qualquer conotação religiosa) desgraçados que o defendem. Pensar está, neste mundo, altamente sub-valorizado. Vamos bater, destruir, matar, comer, trincar, (palavrão), trocidar, esventrar, insultar, ofender (não é a mesma coisa), trair, argumentar ao lado, errar propositadamente, ignorar a ignorância, achincalhar quem realmente sabe, pois conhecer e defender o aparentemente indefensável é para o outro.
Falar mal, mas empregando bem os termos é, ou deveria ser, digno de grau académico. Por exemplo, entre o Bacharelato (pré-Bolonha) e a Licenciatura: Grau de dizer asneiras, mas bem empregues numa estrutura frásica.

Tuesday, February 20, 2007
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