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Saturday, November 3, 2007

Ms. Samantha Morton

Falando do mais recente "Elizabeth- a idade de ouro", é mais um épico discreto de Hollywood, sereno, com poucas pretensões e, felizmente, sem os chavões tradicionais, mas que vale aqui o meu destaque pelo pequeno papel da actriz britânica Samantha Morton (Mary Stuart, Rainha da Escócia), umas das melhores jovens actrizes da actualidade na humilde opinião deste vosso super-herói. Já a tínhamos visto noutros trabalhos (infelizmente ainda não em palco por falta de oportunidade minha de voar até lá e dela de vir cá ao nosso teatro) como "Minority Report" e um filme genial de Woody Allen, cujo nome agora me escapa (por falta de pachorra para fazer uma pequena pesquisa), um pseudo-documentário sobre um ficcional músico de jazz em que Ms. Morton faz uma rapariga muda cujo silêncio reduz ao mesmo todas as outras personagens. Com pena minha pela carreira dela, também a vi num video-clip dos U2 há uns anos atrás. Continua a ser uma revelação, apesar de já andar nestas lides há um tempo e é refrescante ver alguém com tanto orgulho no seu trabalho, sem se deixar cair na mecanização que caracteriza tanta promessa do show-biz de hoje. Ela tem o dom de se refrescar e mudar de registo sem perder o toque de quem faz aquilo que faz sempre com o fascínio de uma primeira vez. Durante os primeiros momentos do filme, tendemos a esquecer Kate Blanchet, Geoffrey Rush e o próprio filme que, em si, vale o que vale.

1 comment:

polegar said...

olhe que não podia estar mais em desacordo consigo, meu caro. não relativamente a Samantha Morton, que também admiro, mas quanto ao filme em si.
épico, longo, chato, com música de épico, diálogos de épico, slow motion de épico - do - tempo - da - outra - senhora, uma fotografia genial em certas alturas, mas pela qual em laaargos momentos o realizador se perdia em tripe onírica. a precisar de agressividade, vapt vupt, planos intensos e nããão... vá de meter vento nos véus... péssima animação 3D - aliás, as cenas dos barquinhos eram todas delete-delete - , um argumento que dava para uma curta (e que deixou tanto recheio histórico, tanta luta interior daquela mulher densa e recheada de emoções de fora), banda sonora completamente cansativa e já mais que ouvida, e uma realização, como dizer...?
olha, acho que o gajo não tem ali um filmaço porque errava sempre o plano. apeteceu-me andar à cotovelada aos (pobres) câmaras, a ver se os punha na perspectiva certa...
é que nas grandes cenas de cada actor, o próprio estava normalmente num enquadramento a 300 m, e o realizador divertidíssimo a fazer grandes planos de quem apenas ouvia...
exemplo: em pose, ora a loira Bess, ora o garboso Clive Owen... e a outra (é só a protagonista, o filme só tem o nome da personagem dela) a estrebuchar, a viver tudo, e eu a desejar uns binóculos para focar onde realmente interessava...
e vice-versa para os outros, obviamente.
a cena do beijo... ai aquela cena era só os olhos da mulher, não precisávamos de mais nada!
bah grumpf blargh

esquecer Cate Blanchett? impossível. se bem que se pode dizer que o senhor realizador bem tentou.
e o subaproveitado cardápio de estrelas? sim, o despromovido a figurante especial Geoffrey Rush, por exemplo... o intensíssimo Clive Owen reduzido à postura felina, e o fenomenal Rhys Ifans (imortalizado entre nós como Spike de Notting Hill, mas um actor dramático como poucos, espreita "o fardo do amor") que por ali deixa apenas um ar da sua graça. como Samantha Morton. se bem que essa sempre teve, proporcionalmente ao tempo em cena, direito a umas quantas boas cenas.

porque o realizador, esse, estava entretido com as paisagens, as fotografias bonitas, os planos épicos, os silêncios...

confesso, Elizabeth I é uma das minhas personagens fetiche. Cate Blanchett é só das minhas actrizes tipo "quando for grande quero ser [como] ela"...
e pronto, sendo assim, desiludiu-me, que dizer...

deixa estar, isto passa-me ;)