Tinha de ser... a esquerda de escada a baixo, trauliteiramente, lá voltou a ser mais fundamentalista que o próprio Hamas. O Sr. Presidente da República usa uma expressão maldita de há 40 ou 50 anos atrás, portanto noutro referencial socio-politico e cai o Carmo e a Trindade (expressão também criada no pós-regime imediato, mas esta não deve fazer mal utilizar).
O "dia da raça" ou "a raça" não tem a ver necessariamente com xenofobia ou racismo. Duvido muito sinceramente que o professor Cavaco Silva quisesse com esse comentário no dia 10 de Junho dizer que é anti-imigração. Nem os srs. da SOS Racismo disseram nada desta vez, portanto o sr. historiador da treta foi descadeirado, juntamente com os suspensórios e o cachimbo. Dia da raça, no contexto em que foi dito pretende, para quem não é totalmente faccioso, obviamente falar de valores socio-culturais específicos de quem está imerso na cultura portuguesa, fazendo por definição parte dela, seja gordo ou magro, amarelo ou azul, nascido cá ou cá a trabalhar. Se faz parte de uma cultura, constroi essa própria cultura. Começam a ser dolorosamente óbvios os bafientos estrebuchos da extrema-esquerda bolorenta que têm o lápis azul mais afiado do que qualquer outro. Percebo que não têm nada onde pegar desde o final do séc. XX, mas então deixem de chatear e façam algo construtivo, olhem, vejam o Euro 2008. Aí podem dar asas ao vosso espírito do contra e, sei lá, torcerem pelos Gregos. Espera lá... isso também não pode ser... porque o Euro é futebol e no futebol às vezes discute-se a posse de bola "na raça"... deve ser proibido dizer...

Wednesday, June 11, 2008
Wednesday, June 4, 2008
Um ensaio sobre arte
Ouvir Queen... ou ouvir Muse... Passei uma boa parte da vida a achar que era diferente dos outros, nada me aquecia ou arrefecia na música, tirando uma boa banda sonora, portanto acompanhada de imagens. Aliás, a frase batidíssima "o problema da vida é não ter banda sonora" é das que ainda mais me vai movendo pelos meus dias de inquilino nesta Terra. Descobri no entanto que apenas tenho gosto muito específico, apenas gosto do que gosto e é um erro forçar-se a gostar disto ou de aquilo só porque sim. Nem mesmo quando a miúda que curtimos gosta muito... Acabamos por encontrar maravilhas na forma de paralelismos: Gosta-se imenso de uma música, toca-nos, chama-nos, acorda-nos a alma. Não sabemos de quem é... entretanto, ouvimos outra: Tem piada, faz mesmo lembrar aquela que curti há uns tempos! Se tomarmos atenção, até pode ser dos mesmos autores... Até que acabamos a descobrir fanzines perfeitas, influências directas ou indirectas. A riqueza está no engenho e talento empregues com bom gosto SOBRE o que outros músicos já nos tinham trazido há 10, 20 ou 30 anos atrás. Juntem-lhes imagem: Não, não temos um vídeo-clip... Sejam mais profundos, seus brincalhões! Quando a partitura da música faz parte da própria manifestação da arte, quando o sub-texto da própria música se materializa em quadros em movimento... Cinema. E, realmente, a vida precisa de uma OST... e, às vezes de uma sala de edição, onde deitar para o chão os bocados cortados que não interessam.
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