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Monday, June 4, 2012

No rescaldo de mais um Rock in Rio, com a adesão record de várias centenas de milhar de pessoas, pergunto-me se não estará na altura de claramente mandar pentear macacos os reclamantes dos museus pagos aos Domingos e dos valores miseráveis mas ainda assim sujeitos a reclamações e pedidos de borlas dos ingressos para os variadíssimos espectáculos culturais da cidade. Querem borlas para o teatro? Vão ali ver se eu lá estou. Tirem um dia de Rock in Rio ou de Sudoeste ou seja lá qual for a vossa praia e vão ao teatro a pagar, que há quem viva da bilheteira. A grande diferença é que infelizmente a ideia que se instalou é que o público, coitadinho, tem direito a ver os seus ídolos internacionais a desgoelarem-se e a coçarem a barriga com uma guitarra no meio. Mas quando chega a altura de qualquer outro tipo de espectáculo, ui, aí é mais do estilo: "Coitadinhos dos actores. Quase não têm público, vou até lá fazer-lhes o favor de gramar aquela xarupada intelectual e bater umas palminhas no fim. Ai deles é que me cobrem bilhete".
Perguntam vocês: Então mas será efectivamente o mesmo público que vai às duas coisas? Eu respondo: Se não é, deveria ser. Que tal dar uma hipótese ao maravilhamento, em deterimento da alianação para variar? Além disso, quase 300.000 pessoas (!!) vão-me dizer que é tudo gente que nunca entrou num teatro? Não é um universo de sondagem suficiente? Quem me dera ter um décimo dessas pessoas numa temporada inteira de uma peça de teatro. Talvez se inaugurássemos o bilhete de teatro-dia. Podiam ver os espectáculos que quisessem e andar por ali nos intervalos, por 60 euros/dia. O Slide é que seria um bocadinho mais difícil...

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